quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Mansidão do cordeiro, força do leão

"Um pobre pároco da roça", assim se definia. Filho de João Batista Sarto e de Margarida Sanson, oriundo de família humilde e numerosa, nascido numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália. Para estudar, todos os dias o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação, sacerdotal com mérito nos estudos e trabalhos, tornou-se Cardeal de Veneza. Após a morte de Leão XIII, o Cardeal Giuseppe Sarto passou a ser o preferido. Entretanto, num exercício de autêntica humildade, pedia aos cardeais que nele não votassem. Mas ele era o escolhido também pela Divina Providência, e foi eleito o 259º sucessor de São Pedro, por 50 votos a seu favor, no dia 4 de agosto de 1903. O Cardeal Sarto, de cabeça baixa, ouviu o resultado do sufrágio, e ao lhe ser perguntado se aceitaria ou não a eleição à Sede Pontifícia, com os olhos banhados em lágrimas, e a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, respondeu: “Se não for possível afastar de mim esse cálice, que se faça a vontade de Deus. Aceito o Pontificado como uma cruz”.
No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Promoveu o restabelecimento da música sacra. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença. Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro". Um dos casos mais formidáveis ocorreu durante uma missa, quando ordenou à um padre que apagasse uma determinada vela do altar. Ao final, Pio X pegou esta vela e retirou de dentro uma bomba que fora ali colocada para estourar durante a missa. Outro caso, foi de uma freira belga, que sofria de tuberculose, que após ser admitida a uma audiência pública com o Papa, ao sair percebeu que estava completamente curada e não teve recaída. Em outra ocasião, um alemão, cego de nascimento, ganhou sua visão após Pio X colocar as mãos em seus olhos e exortá-lo a confiar em Deus. De modo similar, uma criança cega foi imediatamente curada após o Papa pôr a mão em sua cabeça e dizer à mãe: “Reze ao Senhor e tenha fé”.
O renome de santidade de Giuseppe Sarto começou a correr logo após seu falecimento. Não se tardou em falar de milagres devidos à sua intervenção. Sua Santidade Pio XII o proclamou Santo: ”O Papa da Eucaristia”, o Papa da bondade e da doçura.
Em seu último testamento, Pio X pediu especialmente que seu corpo não fosse tocado e que o tradicional embalsamento não fosse realizado. Apesar disso, abrindo o caixão, encontraram o corpo intacto, vestido com as insígnias papais tal como foram enterrado 30 anos antes seu corpo estava excelentemente preservado. Nenhuma parte do esqueleto estava descoberta, nenhum osso exposto. Enquanto o corpo estava rígido, os braços, cotovelos e ombros estavam totalmente  flexíveis. As mãos eram belas e magras, e as unhas nos dedos estavam perfeitamente preservadas.



Oração de São Pio X: Bendito sejais Deus, Senhor do céu e da terra, que nos destes a graça do papado e um tão grande intercessor como São Pio X. Concedei-nos, Senhor, pela intercessão de tão insigne santo, a graça da paz para toda a Igreja de Cristo e para todos os seus membros e fiéis. Por Cristo e Maria. Amém!