Mansidão
do cordeiro, força do leão
"Um
pobre pároco da roça", assim se definia. Filho
de João Batista Sarto e de Margarida Sanson,
oriundo de família humilde e numerosa, nascido numa pequena aldeia
de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália. Para estudar,
todos os dias o menino caminhava com os pés descalços por
quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o
almoço. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a
ordenação, sacerdotal com mérito nos estudos e trabalhos,
tornou-se Cardeal de Veneza.
Após a morte de Leão XIII, o Cardeal
Giuseppe Sarto passou a ser o preferido. Entretanto, num exercício de autêntica
humildade, pedia aos cardeais que nele não votassem. Mas ele era o
escolhido também pela Divina Providência, e foi eleito o 259º
sucessor de São Pedro, por 50 votos a seu favor, no dia 4 de agosto
de 1903. O Cardeal Sarto, de cabeça baixa, ouviu o resultado do
sufrágio, e ao lhe ser perguntado se aceitaria ou não a eleição à
Sede Pontifícia, com os olhos banhados em lágrimas, e a exemplo de
Nosso Senhor Jesus Cristo,
respondeu: “Se não for possível afastar de mim esse cálice, que
se faça a vontade de Deus. Aceito o Pontificado como uma cruz”.
No
Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade,
modéstia e pobreza.
Sua
intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem
receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira
comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de
idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para
todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se
fortemente contra o modernismo. Promoveu o
restabelecimento da música sacra. Outra
importante característica de sua personalidade era a bondade suave e
radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.
Ficou
muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a
impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse.
Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários
milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham
contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo
explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro".
Um dos casos mais formidáveis ocorreu durante uma missa, quando
ordenou à um padre que apagasse uma determinada vela do altar. Ao
final, Pio X pegou esta vela e retirou de dentro uma bomba que fora
ali colocada para estourar durante a missa.
Outro caso, foi de uma
freira belga, que sofria de tuberculose, que após ser admitida a
uma audiência pública com o Papa, ao sair percebeu que estava
completamente curada e não teve recaída. Em outra ocasião, um
alemão, cego de nascimento, ganhou sua visão após Pio X colocar as
mãos em seus olhos e exortá-lo a confiar em Deus. De modo similar,
uma criança cega foi imediatamente curada após o Papa pôr a mão
em sua cabeça e dizer à mãe: “Reze ao Senhor e tenha fé”.
O
renome de santidade de Giuseppe Sarto começou a correr logo após
seu falecimento. Não se tardou em falar de milagres devidos à sua
intervenção. Sua Santidade Pio XII o proclamou Santo: ”O Papa da
Eucaristia”, o Papa da bondade e da doçura.
Em
seu último testamento, Pio X pediu especialmente que seu corpo não
fosse tocado e que o tradicional embalsamento não fosse realizado.
Apesar disso, abrindo
o caixão, encontraram o corpo intacto, vestido com as insígnias
papais tal como foram enterrado 30 anos antes
seu
corpo estava excelentemente preservado. Nenhuma parte do esqueleto
estava descoberta, nenhum osso exposto. Enquanto o corpo estava
rígido, os braços, cotovelos e ombros estavam totalmente
flexíveis. As mãos eram belas e magras, e as unhas nos dedos
estavam perfeitamente preservadas.
Oração
de São Pio X: Bendito
sejais Deus, Senhor do céu e da terra, que nos destes a graça do
papado e um tão grande intercessor como São Pio X. Concedei-nos,
Senhor, pela intercessão de tão insigne santo, a graça da paz para
toda a Igreja de Cristo e para todos os seus membros e fiéis. Por
Cristo e Maria. Amém!

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